

V ENCONTRO
México 2026
Metodologías em
comunicação organizacional
Cuidar pessoas, comunidades
e organizações
20 e 21 de julho 2026
Programação
Coordinaciones
COORDENAÇÃO – RedLAco
Liliana del Angel Cortes – Universidad Autonoma de Tamaulipas (UAT) – México
Ana Almansa-Martínez – Universidad de Málaga (UMA) – España
André Quiroga Sandi- Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) – Brasil
Larissa Conceição Santos – Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA)- Brasil
Gabriela Baquerizo-Neira – Universidad de los Andes – (UANDES) – Chile
COORDENAÇÃO LOCAL – UANL/FCC
Jose Gregorio Alvarado Perez – Universidad Autónoma de Nuevo León (UANL) – México
Janet García González – Universidad Autónoma de Nuevo León (UANL) – México
1. Apresentação
Convidamos a participar do V Encontro da RedLAco, que este ano terá como tema central Metodologias na Comunicação Organizacional: cuidando de pessoas, comunidades e organizações. O Encontro será realizado nos dias 20 e 21 de julho de 2026 na sede na Universidade Autônoma de Nuevo León (UANL), na cidade de Monterrey, México e as atividades irão ocorrer na Facultad de Ciencias de la Comunicación (FCC) em formato híbrido de apresentação. O Encontro RedLAco é um espaço para a difusão de pesquisas e projetos de comunicação e também busca consolidar uma rede de acadêmicos e profissionais da área, assim recomendamos que a participação seja presencial.
Essa edição busca consolidar os aportes dos Encontros anteriores, com importância fundamental para o diálogo regional sobre de como pesquisamos a comunicação organizacional na América Latina e como as metodologias que utilizamos podem contribuir para o cuidado daqueles que compõem as organizações, das comunidades a elas ligadas e dos territórios onde estão inscritos.
A RedLaco se consolida desde 2018, com a organização do primeiro encontro – Ouvindo nossas vozes: perspectivas latino-americanas na comunicação organizacional, que foi realizado no âmbito do XIV Congresso da ALAIC de 2018, realizado na Costa Rica. Naquele Encontro pesquisadoras e pesquisadores de diversos países refletiram sobre o progresso e os desafios da área. A partir desse processo colaborativo, surgiu a Rede Latinoamericana de Investigação em Comunicação Organizacional (RedLAco), com o objetivo de consolidar uma comunidade acadêmica regional, fortalecer linhas de pesquisa desde e para a América Latina e promover relações de intercâmbio internacional e com a sociedade civil.
Em 2020, o segundo Encontro “Ouvindo nosso meio ambiente na América Latina: comunicação em e da organização em tempos turbulentos” permitiu discutir o papel da comunicação em contextos de crise e incerteza. Em 2022, o terceiro Encontro “Ouvindo os silenciados” tornou visíveis populações, organizações e problemáticas historicamente invisíveis. O quarto Encontro, realizado em 2024, abordou a relação entre comunicação, mudanças climáticas e a Agenda 2030 sob o lema “Ouça a natureza, fale sobre sustentabilidade”.
2. Justificativa
A tradição latinoamericana desenvolveu um corpus metodológico que desafia abordagens positivistas e a rígida separação entre teoria e prática. Metodologias como a Pesquisa-Ação Participativa (Velásquez et al., 2021; Figueiredo, 2015), abordagens críticas de interculturalidade (Gualdieri & Vázquez, 2018) e propostas de sentipensar (Fals Borda, 1978; veja também Escobar, 2014: Sandoval-Forero, 2021) ressaltam a importância de produzir conhecimento situado e relacional comprometido com a transformação social. Nessas perspectivas, o pesquisador participa como parte de um processo dialógico que reconhece o agenciamento epistêmico das comunidades, atores organizacionais e coletivos sociais.
A comunicação decolonial e a ética do cuidado (Tomiatti & Donayre, 2024) oferecem uma visão crítica da produção de conhecimento, destacando a necessidade de tornar as vozes marginalizadas visíveis, redistribuir o poder epistêmico e promover práticas comunicativas voltadas para o bem-estar coletivo e a sustentabilidade da vida. De forma semelhante, as metodologias horizontais discutidas em “América Latina en discusión” (Hammerschmidt et al., 2023) mostram que a construção conjunta do conhecimento amplia a compreensão das realidades organizacionais e gera vínculos mais éticos e responsáveis entre aqueles que pesquisam e os que participam.
3. Eixos temáticos
Os eixos temáticos do V Encontro RedLAco são detalhados abaixo. Propostas fora dos eixos temáticos também são aceitas, dentro do quadro das perspectivas e eixos trabalhados na rede.
Eixo 1. Epistemologias do Cuidado na Comunicação Organizacional
Esse eixo exige pensar sobre as epistemologias do cuidado na comunicação organizacional, a partir de abordagens feministas, descoloniais e críticas que desafiam a neutralidade metodológica. A partir de uma ética da reflexividade e do posicionamento situado (Haraway, 1988), são questionadas as epistemologias hegemônicas que separam conhecimento, subjetividades, afeto e poder. Contribuições de intelectuais feministas decoloniais latinoamericanos, como Ochy Curiel (2019), Yuderkys Espinosa Miñoso (2014), Silvia Rivera Cusicanqui (2008) e Julieta Paredes (2010), nos permitem construir propostas teóricas e metodológicas sensíveis, relacionais e situadas, orientadas para o cuidado de pessoas, comunidades e organizações atravessadas por desigualdades coloniais e de gênero (Lugones, 2011).
Eixo 2. Metodologias do Sul: Sentir, pensar, Interculturalidade e Decolonialidade
Esse eixo nos convida a refletir sobre metodologias na comunicação organizacional a partir das epistemologias do Sul, que propõem uma ecologia do conhecimento que desafia a hegemonia epistemológica moderna, colonial e eurocêntrica, baseada na denúncia das ausências, na documentação de emergências e no diálogo intercultural. (Santos & Meneses, 2014). Em diálogo com os trabalhos sobre sentipensar (Fals Borda, 1978; ver também Escobar, 2014: Sandoval-Forero, 2021), interculturalidade crítica (Walsh, 2010) e decolonialidade (Lugones, 2018), esse eixo nos convida a repensar a estratégia e os desenhos metodológicos, bem como, o papel dos pesquisadores e daqueles que participam da pesquisa, assim como, as relações entre eles.
Eixo 3. Pesquisa-Ação Participativa e metodologias colaborativas
Este eixo aborda a Pesquisa-Ação Participativa (PAR) e metodologias colaborativas na comunicação organizacional como práticas de cuidado e transformação social. Desde Fals Borda (1990; Rahman & Borda, 1988) e Freire (2017; Olimeda & Luque, 2020), a PAR promove a
co-construção de diagnósticos e intervenções com organizações, comunidades e territórios. Esse eixo nos permite refletir sobre experiências de trabalho colaborativo que redistribuem a autoridade epistemológica. O eixo também problematiza os desafios éticos e metodológicos ligados ao poder, reflexividade e sustentabilidade dos processos participativos (Corona Berkin, 2017).
Eixo 4. Cuidado, sustentabilidade e organização
Este eixo propõe repensar a comunicação organizacional do ponto de vista do cuidado,
bem-estar e sustentabilidade da vida, em diálogo com organizações, comunidades e territórios. A partir dos feminismos do Sul e da ecologia política latinoamericana (Svampa, 2019; Gudynas, 2012), se questionam os modelos organizacionais extrativistas. O eixo convida a propostas metodológicas que integrem sustentabilidade ambiental, social e afetiva. O eixo convoca a analisar a cultura e o fazer organizacional como um espaço-chave para a transformação social e a reconfiguração de laços mais justos e de apoio.
4. Formato e modalidades
O Encontro terá um formato híbrido de participação, mas pensando na formação e consolidação de uma rede, damos preferência para que sua participação seja presencial.
A apresentação, em Português ou Espanhol, dos trabalhos será por exposição oral e professores, pesquisadores, doutorandos, estudantes de mestrado e profissionais de comunicação poderão participar com uma apresentação dentro dos eixos temáticos propostos.
Lembre-se de que, para participar, sua proposta deve ser previamente aceita pelo Encontro, e, para obter o certificado de participação, é essencial comparecer aos dois dias do evento.
5. Requisitos de envío
As propostas, em Português ou Espanhol, podem ser sobre projetos de pesquisa, pesquisas em andamento, resultados de pesquisa, experiências de transferência/prática ou inovação educacional. Essas investigações devem ser públicas, não comerciais e cujos resultados possam ser divulgados. Recebemos propostas em espanhol e português. Devem apresentar
no máximo 3 autores por proposta.
Os envios são feitos através do formulário (necessário ter conta gmail):
https://forms.gle/gAPznhtT1k63jAsGA
Envie a proposta de resumo expandido (500-1000 palavras+referências bibliográfica, formato APA) seguindo a seguinte estrutura:
- Tipo de participação (presencial ou virtual):
- Título do trabalho
- Nome(s) e afiliação(s)
- Eixo temático
- Três a Cinco Palavras-chave
- Resumo Expandido – Estrutura do IMRC (Introdução, Método, Resultados e Conclusão)
O formato de arquivo a ser enviado deve ser: .docx, .doc, .odt.
O nome do arquivo deve estar no seguinte formato: eixoXsobrenome.docx, onde X corresponde ao número do eixo no qual pretende participar e a extensão do programa que utilizou e o sobrenome do principal autor.
Para dúvidas e consultas escrever para: encuentro_redlaco@redlaco.org
5. Datas Importantes
Lançamento da convocatória: 23 de janeiro de 2026
Ampliação – prazo para envio dos resumos: 15 de abril de 2026
Comunicação dos resumos aceitos: 15 de abril de 2026
Inscrição e pagamento: 15 de maio de 2026
Publicação do programa final: 30 de maio de 2026
Submissão dos artigos completos: 15 de junho de 2026
Realização do V Encontro RedLAco: 20 e 21 de julho de 2026
6. Custos de Inscrição e Pagamento
CUSTO DA INSCRIÇÃO PARA O V ENCONTRO REDLACO (em Dólares)
| Encontro | 2026 | Membros 2026/2027* | Total Combo |
| Inscrição presencial para pesquisadores – MEMBROS- | $40,00 | $25,00 | $65,00 |
| Inscrição Online para Pesquisadores – MEMBROS- | $60,00 | $25,00 | $85,00 |
| Inscrição presencial para pesquisadores – NÃO MEMBROS – | $70,00 | $70,00 | |
| Inscrição Online para Pesquisadores – NÃO MEMBROS- | $90,00 | $90,00 | |
| Inscrição Estudantes de graduação e Profissionais (certificado de apresentação) ou ouvintes (certificado de assistente) -NÃO MEMBROS – | $10,00 | NO APLICA |
*Este é o custo de filiação anual na RedLAco.
Todos os autores do artigo devem se formalizar a inscrição, para participar e receber o certificado, que é individual. Reiteramos que a presença nos dois dias do evento é obrigatória para a obtenção do certificado de participação.
Após efetuar o pagamento, faça o download ou salve o recibo (em formato PDF ou .doc) para enviar como confirmação. Após o pagamento, você deverá confirmar sua inscrição completando o formulário (https://forms.gle/eMpSDoErgjfzXuZXA). Todos os autores deverão realizar pagamento e envio pelo formulário.
A taxa de inscrição para participar da Reunião deve ser paga via PayPal para: @grisguillen em nome de Griselda Guillen Ojeda.
Você poderá pagar a quota para se tornar membro da RedLAco e assim participar de todas as atividades organizadas pela Red. Você pode encontrar informações sobre a Red e a relevância de ser membro da RedLAco em: www.redlaco.org.
Atenção: Ao efetuar o pagamento via PayPal, você deve alterar a moeda para dólares (USD) e preencher o valor correspondente ao método de participação, conforme a tabela acima.
7. Programação
8. Referencias
Borda, O. F. (1990). La investigación-acción participativa en América Latina. Análisis Político, (9), 120-120.
Corona Berkin, S. (2017). Flujos metodológicos desde el Sur latinoamericano. La zona de la comunicación y las Metodologías Horizontales. Comunicación y sociedad, (30), 69-106.
Curiel, O. (2019). Construindo metodologias feministas desde o feminismo decolonial. Descolonizar o feminismo, 32-51.
Cusicanqui, S. R. (2008). El potencial epistemológico y teórico de la historia oral: de la lógica instrumental a la descolonización de la historia. Teoria crítica dos direitos humanos no século XXI, 154-76.
De Sousa Santos, B., & Meneses, M. P. (2014). Epistemologías del sur (Vol. 75). Ediciones Akal.
Escobar, A. (2014). Sentipensar con la tierra. Nuevas lecturas sobre desarrollo, territorio y diferencia. Medellín: Ediciones UNAULA.
Espinosa-Miñoso, Y. (2014). Una crítica descolonial a la epistemología feminista crítica. El cotidiano, 29(184), 7.
Fals Borda, O. (1978). El problema de cómo investigar la realidad para transformarla por la praxis. Bogota: Tercer Mundo editores.
Figueiredo, G. de O. (2015). Investigación Acción Participativa: una alternativa para la epistemología social en Latinoamérica. Revista de Investigación, 39(86), 271–290.
Freire, P. (2017). Pedagogía del oprimido (2ª ed., 4ª reimpresión). Siglo xxi.
Gualdieri, B., & Vázquez, M. J. (2018). Del “otro” al “nos-otros”: metodologías y diálogos desde el sentipensar del Sur. En P. Medina (Coord.), Pedagogías del Sur en Movimiento. Universidad Veracruzana.
Gudynas, E. (2011). Buen vivir: Germinando alternativas al desarrollo. América Latina en movimiento, 462(2), 1-20.
Hammerschmidt, C., Anapios, L., Tomadoni, C., Oliveira de Souza, F., & Espul, S. (2023). América Latina en discusión: Una apuesta por las metodologías horizontales. Universidad de Guadalajara / CALAS.
Haraway D (1988) Situated knowledges: the science question in feminism and the privilege of partial perspective. Feminist Studies 14(3): 575–599.
Lugones, M. (2011). Hacia un feminismo descolonial. La manzana de la discordia, 6(2), 105-117.
Lugones, M. (2018). Hacia metodologías de la decolonialidad. L. Solano., Xochitl, J. Alonso, R. Hernández, A. Escobar, A. Köhler, A. Cumes, R. Sandoval et al, Prácticas otras de conocimiento (s). Entre crisis, entre guerras, 3, 75-92.
Olmeda, G. J., & Luque, D. (2020). Relecturas de Paulo Freire en el siglo XXI. Cincuenta años de Pedagogía del Oprimido. Educación XX1, 23(2), 145-164.
Paredes, J. (2010). Hilando fino desde el feminismo indígena comunitario. Aproximaciones críticas a las prácticas teóricas políticas del feminismo latinoamericano, 1, 117-120.
Rahman, M. A., & Borda, O. F. (1988). Romper el monopolio del conocimiento: situación actual y perspectivas de la Investigación-Acción participativa en el mundo. Análisis político, (5), 46-55.
Sandoval-Forero, E. A. (2021). Sentipensar intercultural y metodología para la sustentabilidad de desarrollos otros. Universidad Autónoma Indígena de México.
Segato, R. L. (2012). Gênero e colonialidade: em busca de chaves de leitura e de um vocabulário estratégico descolonial. E-cadernos ces, (18).
Svampa, M. (2019). Las fronteras del neoextractivismo en América Latina: conflictos socioambientales, giro ecoterritorial y nuevas dependencias (p. 144). Bielefeld University Press.
Tomiatti Giancola, B., & Donayre Guerrero, L. (2024). Intersecciones entre la comunicación decolonial y la ética del cuidado. Revista Protocolo y Comunicación, 1(4).
Velásquez, L. A., Alvarado, S. Y., & Barroeta, V. V. (2021). Investigación-acción-participativa: alternativa metodológica para el estudio de las comunidades. Revista Scientific, 6(21), 314–335.
Walsh, C. (2010). Interculturalidad crítica y educación intercultural. Construyendo interculturalidad crítica, 75(96), 167-181.




